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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Sete motivos para você trabalhar na Igreja





Quando chega o final do ano é comum as igrejas tratarem das eleições e nomeações daqueles que vão trabalhar no ano seguinte. Se o seu nome for eleito ou nomeado para algum cargo, antes de recusar, leia o texto abaixo:

1. Por obediência a Deus. A Bíblia diz que nós somos servos de Deus, assim, devemos trabalhar para ele com alegria. A Palavra diz também que devemos ser generosos mo trabalho, sabendo que, no Senhor, o nosso trabalho nunca é em vão (1 Coríntios 15:58).

2. Para descobrir quais são seus dons e talentos. A Bíblia mostra que Deus concede dons e talentos ao seu povo, para edificação e desenvolvimento de sua Igreja (Efésios 4:7-8). O ambiente de trabalho da igreja propicia esta descoberta.

3. Para ser alvo e canal de bênção na vida das pessoas. Trabalhando para o Senhor, você se trona alvo de suas bênçãos. Deus te dá mais conhecimento, mais consagração, mais responsabilidade e torna você um canal de bênção na vida dos outros. Deus usa você como ferramenta para a edificação dos seus irmãos (Efésios 4:12).

4. Para obter novos conhecimentos. Trabalhando na igreja você tem a oportunidade de aprender coisas novas, desenvolver-se pessoalmente e aperfeiçoar-se na vida cristã (Efésios 4:13).

5. Para amadurecer na fé. Aqueles que se envolvem nos trabalhos da igreja experimentam amadurecimento na vida cristã. Muitos dos que são críticos, quando começam a trabalhar percebem que alguns problemas não são tão fáceis de se resolver, pois pessoas são complexas e pecadoras (Efésios 4:14).

6. Para colaborar com o desenvolvimento da Igreja. Trabalhando na igreja você coopera com o crescimento dela. O desenvolvimento de uma igreja não depende do pastor, mas de todo o corpo (Efésios 4:15-16).

7. Para fazer parte da história das pessoas. Trabalhando na igreja você acaba fazendo parte da história de vida das pessoas. Seja pelo fato de você as ter ensinado algo que mudará suas vidas ou pelo fato de as ter ajudado. Eu me lembro ainda hoje, com muito carinho e gratidão, das professoras de Escola Dominical na minha infância. Elas foram usadas por Deus em minha vida (Filipenses 1:3-5).


Por isso, não recuse convites para trabalhar na obra do Senhor. Quando você é eleito ou nomeado para uma função, os instrumentos são humanos, mas o chamado é do próprio Deus.

Fonte - Facebook - Ageu Magalhães

Deus quer que todos os homens se salvem?



"Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade." (1 Timóteo 2:4).

4. O qual deseja que todos os homens sejam salvos. Daqui se deduz uma confirmação do segundo argumento, o fato de que Deus deseja que todos os homens sejam salvos. Pois, que seria mais razoável do que todas as nossas orações se conformarem a este decreto divino?

E cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Concluindo, ele demonstra que Deus tem no coração a salvação de todos os homens, porquanto ele chama a todos os homens para o conhecimento de sua verdade. Este é um argumento que parte de um efeito observado em direção à sua causa. Pois se "o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Romanos 1:16), então é justo que todos aqueles a quem o evangelho é proclamado sejam convidados a nutrir esperança da vida eterna. Em suma, visto que a vocação (do evangelho) é uma prova concreta da eleição secreta, então Deus admite à posse da salvação aqueles a quem ele concedeu a bênção de participarem de seu evangelho, já que o evangelho nos revela a justiça de Deus que garante o ingresso na vida.

À luz desse fato, fica em evidência a pueril ilusão daqueles que crêem que esta passagem contradiz a predestinação. Argumentam: "Se Deus quer que todos os homens, sem distinção alguma, sejam salvos, então não pode ser verdade que, mediante seu eterno conselho, alguns hajam sido predestinados para a salvação e outros, para a perdição."
Poderia haver alguma base para tal argumento, se nesta passagem Paulo estivesse preocupado com indivíduos; e mesmo que assim fosse, ainda teríamos uma boa resposta. Porque, ainda que a vontade de Deus não deva ser julgada à luz de seus decretos secretos, quando Ele no-los revela por meio de sinais externos, contudo não significa que ele não haja determinado secretamente, em seu íntimo, o que se propõe fazer com cada pessoa individualmente."

João Calvino - Comentários nas Epístolas Pastorais (1 Timóteo) - Editora Fiel, pág. 56-57

domingo, 29 de novembro de 2015

Um templo ou um teatro?


"... O novo método consiste em incorporar o mundo à igreja e, deste modo, incluir grandes áreas em seus limites. Por meio de apresentações dramatizadas, os pastores fazem que as casas de oração se assemelhem à teatros; transformam o culto em shows musicais e os sermões, em arengas políticas ou ensaios filosóficos. Na verdade, eles transformam o templo em teatro e os servos de Deus, em atores cujo objetivo é entreter os homens. Não é verdade que o Dia do Senhor está se tornando, cada vez mais, um dia de recreação e de ociosidade, e a Casa do Senhor, um templo pagão, cheio de ídolos, ou um clube social, onde existe mais entusiasmo por divertimento que o zelo de Deus?"...

Fonte - Charles H. Spurgeon, "Um templo ou teatro" - Revista Fé para hoje, pág.30, Fiel - número 18, ano 2003

sábado, 28 de novembro de 2015

A quebra do 2° mandamento


"...I. Quando lemos do ser humano sendo feito à imagem de Deus, entendemos que isso não se refere às suas faculdades físicas. 

Apesar de tudo, nós compartilhamos de certas qualidades físicas com os animais, mas nenhum deles foi feito à imagem de Deus. Esta imagem se refere àquelas faculdades como a razão, entendimento, e um espírito imortal. Nossa alma é a faculdade que mais se aproxima a natureza de Deus.

II. É irracional se fazer qualquer imagem ou retrato de Deus.

A idolatria tenta fazer o impossível. A quem, pois, fareis semelhantes a Deus, ou com que o comparareis? (Isaías 40:18). Nada que seja corpóreo poderia representar de forma adequada uma substância espiritual. Somente Deus conhece perfeita e completamente a Si mesmo. Somente Ele é que pode revelar-se a si mesmo, mas não fez isso utilizando qualquer forma física. Nenhuma imagem esculpida ou pintada pode fazer justiça ao seu glorioso caráter. Qualquer tipo de representação é finita e incompleta. Por isso qualquer representação se torna uma má representação. Isso seria indigno dEle, e um verdadeiro insulto contra Ele.

Entretanto, o pecador caído é propenso a fazer uma representação de Deus. Desde o dilúvio os homens têm insistido em criar algumas imagens associadas à sua adoração religiosa. Isso é idolatria, sendo expressa e repetidamente condenada nas Santas Escrituras. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens (Atos 17:29).

Quando utilizamos uma imagem para adoração, acabamos adorando a própria imagem ou aquilo que ela representa. O primeiro é idolatria manifesta. O último é tolice, pois faz da imagem algo totalmente desnecessário.

III. A doutrina da espiritualidade de Deus deveria governar todos os nossos conceitos a respeito dEle.

Deveríamos ficar felizes por não termos qualquer imagem ou retrato de Deus. Ele está muito acima de nós. Mas ainda assim Ele se inclina até nós a fim de nos revelar algumas coisas sobre si mesmo.

Deveríamos entender o quão vil é a idolatria. Nós negamos a espiritualidade de Deus quando atribuímos a Ele uma forma corpórea. Nós o rebaixamos ao tentar fazê-lo à nossa própria imagem e semelhança. Em nossa mente nós limitamos aquilo que é infinito. Até mesmo o quadro mais bonito acaba depreciando a Sua glória. Não demora muito para os espectadores começarem a atribuir a Deus uma natureza corrupta. Mas o fato de Deus humilhar-se a si mesmo para atingir a nossa compreensão, usando figuras de linguagem, não nos dá o direito de rebaixá-LO, pensando que Ele realmente existe daquela forma. As qualidades  atribuídas a Deus são mais adequadas a nossa fraqueza do que à Sua perfeição.

IV. Considere algumas inferências sobre esta doutrina.

Se Deus é Espírito, nenhum objeto corpóreo pode defini-lo. Nenhuma impureza da carne pode entrar em contato com Ele.

Se Deus é Espírito, então Ele não se encontra atolado numa massa de tamanho e peso, mas é livre para agir, mesmo em nossas almas. Ele não se cansa por trabalhar demais. Quanto mais nos tornarmos semelhantes a Deus, mais diligentes seremos em glorificá-Lo.

Se Deus é Espírito, Ele é imortal. Morte é separação. Desde que Deus é essencialmente um Espírito não composto, então não pode haver nenhuma separação nEle. Esta verdade serve de grande conforto para os filhos de Deus.

Se Deus é Espírito, então nós podemos ter comunhão com Ele em espírito. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus (Salmos 51:17). Portanto, precisamos ser renovados no espírito da nossa mente (Efésios 4:23).

Se Deus é Espírito, somente Deus pode satisfazer o nosso espírito. Nada que seja de natureza física, pode realmente satisfazer um espírito faminto. Nós deveríamos ter um desejo ardente de Deus. Somente nEle é que encontramos descanso, contentamento, e plenitude.

Se Deus é Espírito, nós deveríamos cuidar melhor do nosso corpo e do nosso espírito. Muitas vezes nós vivemos como se a nossa constituição física fosse tudo para nós. O cristianismo faz com que o homem fique principalmente interessado em seu espírito. Se Deus é Espírito, devemos ficar em alerta, especialmente contra os pecados do espírito. Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemos-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus (2 Coríntios 7:1). Os pecados da carne são malignos, e dignos da ira eterna de Deus, mas os pecados do espírito são especialmente malignos, pois contaminam aquilo que é mais próximo entre Deus e nós. Os pecados da carne nos tornam semelhantes a bestas brutas, enquanto os pecados do espírito ao maligno. Assim como a espiritualidade é a raiz de outras perfeições e Deus (como listamos anteriormente), assim também a santidade de espírito, em nós, é a raiz de outras formas de obediência em nossa carne."...

Stephen Charnock - The Existence  and Atributes of God (Cap. III - Deus é Espírito), p. 176

Tradução - Eduardo Cadete

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Salvação é pela graça



"Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus"
(Efésios 2:8)

"...Quando um homem escolhe uma maçã de uma árvore, ele geralmente escolhe a mais madura, a que parece ser melhor. Não é assim que Deus age na escolha das almas que Ele salva. Ele não salva aqueles que menos pecaram ou aqueles que estão mais dispostos a serem salvos; Ele frequentemente escolhe os mais vis dentre os homens "para o louvor e glória da Sua graça" (Efésios 1:6). Isto é provado pelos exemplos dados na Bíblia. Por que Deus escolheu Manassés, que "queimou seus filhos", "pôs imagem de escultura na casa de Deus" e encheu Jerusalém com o sangue de homens santos, enquanto muitos do seu povo iludido, que pecaram muito menos, pereceram? (2 Cr 33). Por que Deus salvou Zaqueu "maioral dos publicanos"? (Lc 19:2). Por que Jesus disse aos fariseus, "os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus." (Mt 21:31)? Por que Jesus entrou nos portões perolados do paraíso com um pobre ladrão, que nunca tinha feito nada a não ser pecar, até seu último momento? (Lc 23:43 e Mt 27:44). Por que ele deixou o outro ladrão, que não era pior do que seu companheiro (ambos merecedores do inferno), cair em perdição, estando ao alcance dos braços do Salvador Todo-Poderoso? Todas estas coisas aconteceram a eles como exemplos, para nos mostrar que Deus salva de acordo com a Sua boa vontade, não por nossas "boas" obras, mas para mostrar sua adorável e livre graça.

A mesma coisa se prova pela experiência de todo filho de Deus. Somente aqueles que "provaram que o Senhor é gracioso", não sentem objeção no seu coração à declaração de um simples crente - "Se Deus não tivesse me escolhido antes de eu ter nascido, Ele nunca teria visto motivo para me escolher depois, pois não há nada em mim que atraia o amor de Deus". "Eis que até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos Seus olhos. E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um vermezinho!" (Jó 25:5-6). Ele ama o que é puro, santo e perfeito; "mas eu sou carnal, vendido sob pecado" (Rm 7:14). Tudo o que há em mim contribui para afastar a Deus. "Um Deus que se ira todos os dias contra o mau." (Sl 7:11). Ele estava irado comigo. A Sua natureza me causava aversão, pois eu estava debaixo do pecado de Adão. Fui formado em iniquidade; cada membro do meu corpo, cada faculdade da minha alma. Eu disse, "vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?" (Mt 8:29). Eu não desejava conhecer Seus caminhos, mas Ele me fez desejar o dia do Seu poder. Glória, glória, glória ao Pai que me escolheu, ao Filho que morreu por mim e ao Espírito que me vivificou! A salvação é do Senhor e é totalmente por Sua graça."

Robert Murray M'Cheyne - Saving Faith the Gift of God
Tradução - Monergismo