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sábado, 24 de maio de 2014

Ser cheio do Espírito Santo não resulta sempre em falar em línguas






Ser cheio do Espírito Santo não resulta sempre em falar em línguas.

Resta ainda um ponto que precisa ser tratado com respeito à experiência de ser cheio do Espírito Santo. Por existirem vários casos em Atos em que pessoas receberam o poder da nova aliança do Espírito Santo e começaram ao mesmo tempo a falar em línguas Atos 2:4;10:46;19:6; provavelmente implícito também em 8;17-19 por causa do paralelo com a experiência dos discípulos em Atos 2, o ensino pentecostal normalmente tem sustentado que o sinal externo do batismo no Espírito Santo é o falar em línguas, isto é, falar em línguas que não são entendidas e não foram aprendidas pela pessoa que fala, sejam línguas humanas conhecidas, sejam outras espécies de línguas angelicais ou celestiais ou dadas miraculosamente.
Mas é importante perceber que há muitos casos que o ser cheio do Espírito Santo não resulta em falar em línguas. Quando Jesus foi cheio do Espírito em Lucas 4:1, o resultado foi poder para vencer as tentações de Satanás no deserto. Quando as tentações terminaram, e Jesus, no poder do Espírito, regressou para galileia Lucas 4:14, os resultados foram milagres de cura, expulsão de demônios e ensino com autoridade.
Quando Isabel ficou cheia do Espírito Santo, ela proferiu uma palavra de bênção a Maria Lucas 1:41-45. Quando Zacarias ficou cheio do Espírito Santo, ele profetizou Lucas 1:67-79. Outros resultados do fato de ser cheio do Espírito Santo foram pregação poderosa do evangelho Atos 4:31, talvez sabedoria e maturidade cristã e julgamento sadio Atos 6:3, pregação e testemunho com poder quando em julgamento Atos 4:8, uma visão do céu Atos 7:55, e aparentemente fé e maturidade de vida Atos11:24. Vários desses casos podem também envolver a plenitude do Espírito Santo para capacitar para alguma espécie de ministério, em especial no contexto do livro de Atos, em que a capacitação do Espírito Santo com frequência resulta em milagres, pregação e obras de grande poder.
Portanto, embora uma experiência de ser cheio do Espírito Santo possa resultar no dom de falar em línguas ou no uso de alguns outros dons não experimentados anteriormente, pode também vir sem o dom de falar em línguas. Na realidade, muitos cristãos através da história têm experimentado experiências poderosas de serem cheios do Espírito Santo que não foram acompanhadas pelo falar em línguas. Com relação a esse e outros dons, devemos dizer simplesmente que o Espírito Santo os distribui como lhe apraz, a cada um, individualmente 1Coríntios 12:11.

Por Wayne Grudem

Um comentário:

  1. A palavra é cheio de exemplos contra a MÁXIMA do movimento pentecostal, onde o ser cheio, ou o batismo no espirito santo, deve ser o falar em línguas. Mas quando apuramos com cuidado a palavra, entendemos que uma coisa nao tem nada a ver com a outra. Contudo, o movimento pentecostal vive dessa máxima.

    Mas basta ler o Gênesis, na pessoa de José, homem escolhido por Deus para uma grande missao, que as pessoas perceberam algo diferente nele, vindo de outra dimensao, a espiritual. Tanto é que se diz dele: E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? Gênesis 41:38

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